
Se a resposta for afirmativa: ótimo. Não é radicalismo. Feminismo. Nada disso. A questão é que venho protestar por todas as vezes que faço a bendita pergunta num ônibus cheio: "Moça (grávida ou com uma criança pequena no colo), quer sentar no meu lugar?" Educação, sentimento de culpa, obrigação imposta pela sociedade. Poderia ficar noite adentro elecando motivos para deixar meu conforto lugar num coletivo e ficar em pé chacoalhando a cada curva que o morotista faz como se estivesse na Stock Car ou na Fórmula 1.
A verdade é que o número de jovens grávidas parece triplicar. Não me refiro a estatísticas do IBGE. Tomo como referência gurias da minha idade, ou seja, vinte e poucos anos e carregando a responsalidade de colocar e cuidar de um novo serzinho que cresce. Aí é que me pergunto: falta de informação? de camisinha, talvez? falta de vergonha na cara? Meu papel não é julgar, mas confesso que ver a gurizada com ensino superior, com acesso a informações sobre prevenções de gravides e DST's acabam por cometer tal "deslize".
Acidentes acontecem? Claro que sim. Que atire a primeira perna quem nunca passou por um susto. Porém, colocar uma criança no mundo requer dinheiro, amor, paciência. Trará alegrias e também um desfalque no bolso. Se eu quero ter filhos? Claro. Sou nova, gozo de boa saúde (falei bonito, né?) e sonho com isso deste a infância.
Só que a hora ainda não chegou. Mal conseguiria me sustentar "all by myself", quanto mais a outro elemento. Fica a dica. O alerta. Pense nos prós e contras. Sexo é bom quando nos prevenimos de doenças, quando REALMENTE planejamos um pimpolho. Cuide-se. As maternidades agradecem, pois prevejo superlotação nos hospitais de Porto Alegre em 2010.
E você, já tomou seu anticoncepcional hoje? MESMO? DE VERDADE...rs?



